Deparamo-nos diariamente
na clínica com inúmeros pacientes que
apresentam lesões cervicais. Em muitas dessas
situações, essas lesões são
simplesmente restauradas com materiais adesivos estéticos,
sem se levar em consideração, um fator
decisivo no prognóstico do tratamento realizado,
que é a etiologia dessas lesões.
Em se tratando de lesões cariosas, o correto
diagnóstico é mais facilmente realizado,
e ainda, a textura de superfície, nos casos
em que já existem cavitações
nos orientam na decisão da sua classificação.
Essas lesões podem apresentar-se ainda de
foram incipiente paralisadas ou não, e, para
cada caso, um tratamento direcionado deverá
ser instituído. Porém, muitas dessas
lesões são não cariosas, podendo
ou não, exibirem cavitações.
Como fatores etiológicos, temos a abrasão,
na maioria das vezes devido causada por uma incorreta
escovação, erosão por produtos
ácidos ou abfração decorrente
de contato prematuro do tipo C, que caracteriza-se
pelo contato entre a vertente da cúspide palatina
superior contra a vertente interna da cúspide
lingual inferior.
O tratamento a ser instituído, assim como,
a escolha do material restaurador a ser utilizado
estará na dependência da presença
ou ausência de hipersensibilidade e profundidade
da lesão, podendo-se utilizar resinas flow,
resinas compostas microparticuladas, ionômero
de vidro (podendo estar associados) e o amálgama,
caso não se comprometa a estética.
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