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Painel Científico
 

Cristina do Amparo Resende
Apresentadora

 
Corantes resinosos: mais um aliado na estética

Cristina do Amparo RESENDE
- Apresentadora do painel
- Doutoranda em Clínica Odontológica - Dentística pela FOP-UNICAMP

Luis Roberto Marcondes Martins
- Prof. Titular de Dentística pela FOP-UNICAMP

Stefan Fiuza de Carvalho DEKON
- Prof. Dr. Assist. de Oclusão, Prótese Parcial Fixa e Implantodontia (FOA-UNESP)

Renato Herman SUNDFELD
- Professor Adjunto de Dentística da Faculdade de Odontologia de Araçatuba - UNESP

Fábio MARTINS
- Prof. Dr. de Materiais Dentários e Oclusão da Fac. de Odontologia de Araçatuba - UNESP

 

Adaptação do artigo publicado no Jornal Brasileiro de Clínica Odontológica Integrada
JBC.
2003; 7(37):14-19.

 


 

Sumário
 

Artigo científico
 
          Antes e depois
          Resumo
          Unitermos
          Introdução
          Uma revisão sobre cores
          Caso clínico
          Discussão
          Conclusão
          Referências bibliográficas

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Fórum Online
Links Indicados

 

Antes e depois

 


Resumo

As restaurações em resina composta são o grande advento da época, sendo várias as técnicas de aplicação. Os corantes à base de resina podem ser usados para dar características mais naturais ao dente restaurado. Nesse artigo, apresentamos sua composição e as principais formas de utilização, exemplificando através de um caso clínico a simplicidade da aplicação da técnica e os resultados satisfatórios obtidos.

Unitermos

Estética - Resina composta

Introdução

Os conceitos de Odontologia vêm se aprimorando cada vez mais e deixando para traz a visão de que a sua finalidade se restringe apenas à remoção de dor.

A própria prática dos programas sociais na Odontologia Preventiva tem diminuído o número de restaurações e conseqüentemente o número de extrações, através de orientações quanto aos hábitos alimentares e de escovação, uso de fio dental, flúor, selantes para tratamentos preventivos, entre outros. Porém, vale ressaltar que a estatística atual está bem longe da ideal.

Hoje, é comum encontrarmos em revistas informativas como, por exemplo, a Isto É, discussões sobre tratamentos odontológicos mostrando técnicas de clareamento dental, facetas de porcelana, fechamento de diastemas, e estes são os grandes motivadores para a busca desse novo tipo de tratamento, que obriga o Cirurgião Dentista a estar cada vez mais qualificado para o mercado de trabalho. Mais do que uma restauração funcional, o paciente exige estética nos seus tratamentos.

E para comprovarmos esta análise, basta observarmos os novos títulos de Dentística lançados no mercado:
Restaurações Estéticas (José Mondelli e Cols, 1987);
Restaurações Estéticas Indiretas em Dentes Posteriores - Inlay/Onlay
(Glauco Fioranelle e Cols, 1995);
Odontologia Estética
(Josef Schimdiseder e Cols, 2000);
Dentística - Saúde e Estética
(Ewerton Nocchi Conceição e Cols, 2000).

Já em 1928, o cinema falado tinha início e a boca passava a ganhar maior importância nas telas, dando o marco inicial à Odontologia Estética (BARATIERI e Cols, 1996).

A maior preocupação da Odontologia sempre foi o desenvolvimento de um material restaurador estético de uso direto com características permanentes (JOSÉ MONDELLI e Cols 1990), porém, apenas em 1955, Buonocore apresentou a técnica do condicionamento ácido, e 20 anos se passaram até que esse conceito fosse amplamente aceito pela Odontologia e que se construísse o início da Odontologia adesiva.

Pode-se observar abaixo a visão cronológica do desenvolvimento de novos materiais sintéticos na Odontologia (do livro Odontologia Estética, SCHIMIDSEDER e Cols, 2000):

· 1933 - invenção do metil - metacrilato (MMA);

· 1942 - invenção da polimerização a frio;

· 1949 - a primeira resina polimerizável a frio chega ao mercado;

· 1951 - HAGGER afirma que é possível uma ligação da dentina com resina;

· 1955 - BUONOCORE introduz a técnica do condicionamento ácido para a ligação esmalte-resina;

· 1963 - BOWEN obtém uma patente para o primeiro material resinoso por ele desenvolvido;

· 1973 - estudos clínicos mostram que as resinas sofrem fortes abrasões, e por isso, não são adequadas para restaurações de dentes posteriores;

· 1973 - são apresentados materiais de selagem com endurecimento por UV;

· 1977 - resinas microparticuladas são introduzidas no mercado;

· 1978 - introdução de resinas fotopolimerizáveis;

· 1978 - FUSAYAMA descreve a técnica total-etch;

· 1980 - estudos clínicos mostram que a abrasão continua sendo um grande problema das resinas nas restaurações de dentes posteriores.

· 1990 - a técnica de total-etch é aceita como medida padrão de tratamento.

O desenvolvimento das resinas deu início a uma nova época, sendo que essas contêm três componentes em sua constituição:

- uma matriz de polímero;

- um agente de adesão;

- e partículas de preenchimento.

A matriz dos compósitos consiste de várias ligações químicas dentre as quais e mais importante é a resina.

Os sistemas resinosos são à base de Bis- GMA, possuem ainda sistemas de iniciação, geralmente peróxido de benzoíla/ ativação, geralmente uma amina terciária, sistemas de inibição para que não ocorra uma auto-polimerização durante a armazenagem, que são freqüentemente as hidroquinonas, agentes de o união para se obter uma boa ligação entre resinas e partículas de cargas que são adesivos geralmente pertencentes ao grupo dos silanos.

E para dar características estéticas aos compósitos, as matrizes das resinas são ligadas quimicamente com compostos absorvedores de luz UV, diversos pigmentos e opacificadores em pequena quantidade (SCHIMIDSEDER e Cols, 2000).

Essa rápida revisão da composição das resinas serve como base para falarmos dos corantes resinosos. É importante ressaltarmos que se são diferentes dos corantes usados para pigmentação das porcelanas cuja composição é a mesma da porcelana adicionada a pigmentos, enquanto que os corantes resinosos têm em sua composição: BisGMA, dimetacrilato de uretano, dióxido de silício disperso e silanizado, iniciadores, estabilizadores e pigmentos.

Os corantes resinosos servem como agentes opacificadores para caracterizações de restaurações de resina composta fotopolimerizável, diretas, indiretas e semidiretas e opacificação de núcleos e pinos metálicos.

Hoje no mercado existem várias marcas comerciais, e dentre as mais conhecidas estão a BISCO, DENTSPLY, KERR e VIGODENT (Fill Magic Cores), sendo a última de fabricação brasileira e sobre a qual estaremos dando descrições.

Esses corantes apresentam-se comercialmente em pequenas seringas de 1,2 ml de volume nas cores amarelo, marrom, azul, branco e cinza sendo que, dependendo da finalidade de seu uso será indicada a escolha da cor a ser utilizada.

Para tanto é importante conhecermos alguns princípios das cores, pois nem sempre todas as cores estão disponíveis e através de combinações podemos conseguí-las.

Uma revisão sobre cores

De acordo com AMARAL, (1975) as cores definidas no espectro solar como: vermelho, laranja, amarelo, verde, azul e violeta são chamadas de cores cromáticas.

As neutrais ou neutralizantes, como o branco e bege ou areia, cinza (branco mais preto) e o preto são chamadas de cores sem cor, ou acromáticas.

As cores cromáticas foram classificadas segundo as suas composições. Assim, as radiações vermelho, amarelo e azul que, sendo simples, são chamadas de cores primárias, porque são formadas unicamente por elas mesmas. Elas não podem ser criadas com a mistura de outras cores e pigmentos. Entretanto, podem produzir todas as outras cores puras.

As cores do espectro solar na sua ordem constante formam as bases de nosso sistema de cores.

Vários sistemas de cores estão hoje em uso, e os principais entre eles são os de Prang e o de Munsell.
Usaremos o de Prang por ser de mais fácil compreensão.

 

Cores primárias: de acordo com o sistema de Prang são: vermelho, amarelo e azul.

CORES PRIMÁRIAS
Laranja
Verde
Violeta

Quando misturamos as cores primárias em partes iguais obtemos um cinza.

 

Cores secundárias: as chamadas cores secundárias são as que se formam de duas cores primárias misturadas entre si em igual quantidade. São, como as primárias, em número de 3:

CORES SECUNDÁRIAS Composição
Laranja amarelo + vermelho
Verde amarelo + azul
Violeta azul + vermelho

 

Cores intermediárias: as chamadas cores intermediárias são formadas de uma secundária e uma primária, sendo elas em números de 6, e tomam o nome das duas cores que as formam:

CORES INTERMEDIÁRIAS

Composição

Nome popular

Laranja-avermelhado

vermelho + laranja

abóbora

Laranja-amarelado

Laranja + amarelo

amarelo-ouro

Verde -amarelado

amarelo + verde

amarelo-limão

Verde-azulado

azul + verde

turquesa

Violeta-azulado

azul + violeta

anil

Violeta-avermelhado

vermelho + violeta

púrpura

 

Cores terciárias: quando misturamos duas cores, uma secundária e outra secundária, obteremos uma cor que já apresenta um espectro menos vivo, mais neutralizada, com tendência a um cinza médio. Esta, formada, toma o nome de terciária, em virtude de sua importância em relação às primárias.

CORES TERCIÁRIAS Composição

Amarelo terciário

laranja + verde

Azul terciário

verde + violeta

Vermelho terciário

violeta + laranja

 

Cores quaternárias: quando misturamos duas terciárias, obtemos uma, de ordem inferior em vivacidade e pureza, chamada quaternária.

CORES QUATERNÁRIAS Composição

Laranja quaternário

amarelo terciário + vermelho terciário

Verde quaternário

amarelo terciário + azul terciário

Violeta quaternário

azul terciário + vermelho terciário

 

 

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Veja abaixo uma amostra do que ainda temos no painel:

Caso Clínico - Discussão - Conclusão - Referências Bibliográficas

e 11 imagens (veja abaixo duas de exemplo):


E mais:

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Fórum Online para debate com os autores e colegas

 

Painel acessado em 08/09/2010 (00:51)
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