Painel Científico

Aline de Castilho
Apresentadora
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Abordagem Odontológica da Criança Portadora de Síndrome de Down -
Uma Visão Multiprofissional
Aline Rogéria Freire de CASTILHO
- Apresentadora do painel
- Especialista em Odontopediatria pelo Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais da USP
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Aluna do curso de Odontologia para Pacientes Especiais da Universidade do Sagrado Coração
Sara Nader MARTA
- Doutora em Odontopediatria pela Faculdade de Odontologia de Bauru-USP
-
Coordenadora da disciplina de Odontopediatria da Universidade do Sagrado Coração
- Coordenadora do curso de Odontologia para Pacientes Especiais da Universidade do Sagrado Coração
Cláudia de Almeida Prado Piccino SGAVIOLI
- Coordenadora das clínicas de Odontologia da Universidade do Sagrado Coração

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Sumário
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Artigo científico
Resumo
Palavras-chave
Introdução
Aspectos de interesse odontológico
Protocolo de atendimento
Conclusão
Referências bibliográficas
Campo de Mensagens "Fale
com o Autor"
Fórum Online
Links Indicados
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| Resumo |
A síndrome de Down é uma anomalia congênita causada pela presença de mais um cromossomo no par 21 e, por isto, é também denominada de trissomia do 21.
Ocorre aproximadamente em 1:800 nascimentos vivos. A idade da mãe avançada e a exposição a altas doses de radiação parecem ser fatores associados à maior incidência da síndrome.
Apresenta como características gerais atraso de desenvolvimento, baixa estatura, hipotonia muscular, QI reduzido, cardiopatia congênita, maior susceptibilidade às infecções, órgãos genitais diminuídos, desenvolvimento facial alterado, fendas palpebrais oblíquas, olhos em forma de amêndoas, hipotelorismo, nariz em sela e envelhecimento precoce.
As manifestações bucais são: maxila atrésica, língua fissurada, agenesias, doença periodontal, erupção retardada e maloclusão.
Devido a esta série de alterações de ordem sistêmica, mental, craniofacial e dentária, o atendimento ao portador de Síndrome de Down deve ser interdisciplinar e o cirurgião-dentista deve estar cientificamente embasado e integrado a uma equipe multiprofissional para exercer suas atividades com eficácia e segurança, visando o bem estar e melhoria na qualidade de vida destes pacientes. |
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| Palavras-chave |
Distúrbios congênitos, síndrome de Down, alterações dentais, cárie dentária, criança, odontologia. |
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Introdução |
A Síndrome de Down foi descrita pela primeira vez na literatura pelo médico inglês John Longden Hayden Down, em 1.866 (BUXTON e HUNTER, 1999; FISKE e SHAFIK, 2001; OLIVEIRA et al., 2001), que na ocasião foi também denominada de idiotia mongoliana, devido às semelhanças físicas dos seus portadores com a raça mongólica.
Mas, foi só em 1959, que LEJEUNE et al., demonstraram que a Síndrome de Down resultava da presença de um cromossomo a mais no par 21, sendo também denominada de Trissomia do cromossomo 21, trissomia G ou ainda mongolismo, que atualmente não é mais usado.
O cromossomo extra pode resultar da não disjunção cromossômica, da translocação ou do mosaicismo durante a meiose (ARESI, 1984; MUSTACCHI e ROZONE, 1990; FISKE e SHAFIK, 2001). É a anormalidade mais prevalente em seres humanos (ELIAS e ELIAS, 1995; BUXTON e HUNTER, 1999). Ocorre em, aproximadamente, 1:800 nascimentos vivos (ELIAS e ELIAS, 1995; BUXTON e HUNTER, 1999).
A expectativa de vida é de 35 a 40 anos (BUXTON e HUNTER, 1999), mas estima-se que 80% dos adultos portadores de Síndrome de Down sobrevivam até os 55 anos de idade ou mais (BUXTON e HUNTER, 1999; FISKE e SHAFIK, 2001).
Para RANDELL et al. (1992), a taxa de mortalidade nestes pacientes é muito alta, devido a alterações cardíacas, infecções do aparelho respiratório e maior incidência de leucemia, quando comparada à população normal. COELHO e LOEVY (1982), afirmaram que a taxa de mortalidade em pacientes portadores de síndrome de Down é 52 vezes maior que a da população geral, na idade de 0 a 4 anos e 37 vezes nos primeiros 20 anos de vida.
A idade avançada da mãe (ELIAS e ELIAS, 1995; ACERBI et al., 2001; FISKE e SHAFIK, 2001; BARBIERI et al., 2002) e a exposição à elevadas doses de radiação (OLIVEIRA et al., 2001) parecem ser fatores associados à maior incidência da síndrome.
Os portadores desta síndrome apresentam algumas características clínicas gerais como atraso de desenvolvimento, baixa estatura com braços e pernas curtos (Figura 1a), cardiopatia congênita, maior susceptibilidade às infecções, órgãos genitais diminuídos, coordenação motora deficiente, QI reduzido (a maioria entre 20 e 40), desenvolvimento facial alterado devido hipotonia muscular (Figura 1 b), fendas palpebrais oblíquas, olhos em forma de amêndoas, hipotelorismo e nariz em sela (Figura 1c), envelhecimento precoce, prega palmar transversa única (Figura 1d) e displasia da falange média com prega única no quinto dedo (ARESI, 1984; MUSTACCHI e ROZONE, 1990; ELIAS e ELIAS, 1995; BUXTON e HUNTER, 1999; FISKE e SHAFIK, 2001).

Figuras 1a, 1b, 1c e 1d
Características gerais de paciente com síndrome de Down:
a- baixa estatura, braços e pernas curtos;
b- face achatada, hipodesenvolvimento do 1/3 médio da face, hipotonia muscular,
orelha com implantação baixa, pescoço curto com excesso de pele;
c- nariz em sela, hipotelorismo;
d- prega palmar transversa única, clinodactilia do 5° dedo
FISKE e SHAFIK (2001) enfatizaram que, além das deficiências físicas, mentais e/ou sistêmicas, estes pacientes, apresentam com certa freqüência: anomalias cardíacas (40%), problemas visuais (50%), problemas auditivos (50%), comprometimento do sistema imunológico, hipotireoidismo, risco de desenvolvimento de epilepsia e da doença de Alzheimer. |
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Aspectos de interesse odontológico |
O portador de síndrome de Down apresenta algumas características de interesse odontológico. A maxila é atrésica (Figura 2b), provocando retrusão do terço médio da face e fendas palpebrais. O palato duro é pequeno e ogival, mas a mandíbula apresenta-se com seu desenvolvimento normal. A macroglossia (Figura 2a) provoca deslocamento dos dentes e, consequentemente, maloclusão e hábitos bucais deletérios (PROJETO DOWN, 1989; MUSTACCHI e ROZONE, 1990; PINAZO et al., 1998; BUXTON e HUNTER, 1999; ACERBI et al. 2001; FISKE e SHAFIK, 2001; FONTES et al., 2002), além de queilite angular pelo acúmulo de saliva gerado pela protrusão lingual e a abertura da boca (PROJETO DOWN, 1989).

Figuras 2a e 2b
Características bucais de um paciente com síndrome de Down;
a- macroglossia e língua fissurada;
b- retrusão da maxila, alteração de forma, número e posição dos dentes, baixa incidência de cárie
Ainda como conseqüência da macroglossia e da hipotonicidade da língua, estes pacientes apresentam, com certa freqüência, respiração bucal. O bruxismo também é comumente encontrado, podendo ter como causas fatores de ordem emocional, maloclusão, estresse e problemas neurológicos. Além desses, há também os hábitos de sucção não nutritivos como dedo e chupeta (PROJETO DOWN, 1989), que agravam os problemas relacionados às maloclusões.
A cronologia de erupção dos dentes decíduos e permanentes é variada, muitas vezes se apresenta retardada e, geralmente, a dentição decídua não está completa até os quatro ou cinco anos de idade (PINAZO et al., 1998).
Algumas anomalias dentárias são freqüentemente relatadas: microdontia, dentes conóides, hipodontia, dentes supranumerários, taurodontismo e hipoplasia de esmalte ou hipocalcificação (MUSTACCHI e ROZONE, 1990; ACERBI et al. 2001).
Com relação á cárie dentária e doença periodontal, a maioria dos autores são unânimes em afirmar a baixa prevalência de cárie e alta prevalência da doença periodontal nestes pacientes, quando comparada a indivíduos com retardo mental, ou mesmo normais (MUSTACCHI e ROZONE, 1990; BUXTON e HUNTER, 1999; ACERBI et al. 2001; FISKE e SHAFIK, 2001; OLIVEIRA et al., 2001, MORAES et al, 2002).
A baixa prevalência de cárie pode ser atribuída ao padrão de erupção retardado e composição salivar diferente das crianças normais (BROWN e CUNNINGHAM, 1961; CREIGHTON e WELLS, 1966; COHEN et al., 1970), à morfologia dentária com fóssulas e fissuras menos acentuadas e superfície oclusal menos acidentada devido ao bruxismo (McMILLAN e KASHGARIAN, 1961; MUSTACCHI e ROZONE, 1990), à diferença da composição da flora bacteriana associada à placa dentária (BARNETT, 1986). A alta freqüência de doença periodontal pode ser atribuída a uma deficiência no sistema autoimune, destes pacientes (PROJETO DOWN, 1989).
Ainda, PINAZO et al. (1998), observaram que as crianças portadoras de Síndrome de Down apresentam piores condições de higiene bucal, possivelmente, devido ao fato de as próprias crianças realizarem a sua higiene e a permissividade por parte dos pais. |
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Veja abaixo uma amostra do que ainda temos no painel:
Protocolo de atendimento -
Conclusão -
Referências bibliográficas
e 9 imagens (veja abaixo uma de exemplo):

E mais:
Campo de mensagens Fale com o Autor
Seleção de Links Indicados para extensão do tema
Fórum Online para debate com os autores e colegas
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Fale com a Gente
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Painel acessado
em 09/09/2010 (14:08)
II Congresso Online Brasileiro de Odontopediatria do PTTPO-UFRJ
http://www.supercongresso.com.br/op2/painel.php?n=014
Uma realização do SUPER-CONGRESSO.COM.BR - www.super-congresso.com.br
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